Construção Modular TEM ... como pilar


(como pilar)


O objetivo da indústria da construção, traduzida na realização de um produto que satisfaça a (1) FUNCIONALIDADE requerida pelo dono da obra, com as necessárias condições de (2) SEGURANÇA para o efeito das ações tanto naturais como humanas e com características de (3) DURABILIDADE que permitam a redução da deterioração ao longo do seu ciclo de vida. O produto deve ainda ser compatível com os (4) INTERESSES ECONÓMICOS do Dono de Obra, ser (5) ESTETICAMENTE AGRADÁVEL e compatível com a sua envolvente, e traduzir o (6) MENOR IMPACTE AMBIENTAL possível.



Só com o equilíbrio entre estes seis vetores, que deverá ser alcançado utilizando o bom senso e os conhecimentos tecnológicos dos diversos intervenientes da construção, se conseguirão realizar construções que sejam efetivamente compatíveis com as necessidades humanas do presente e do futuro.


(como pilar) Economizar energia e água.



Os edifícios devem ser concebidos de modo a se assegurar uma gestão eficiente dos consumos energéticos e de água.

A energia elétrica resulta principalmente da combustão de combustíveis fósseis. O processo produtivo de energia elétrica apresenta elevado impacte ambiental devido à grande quantidade de gases poluentes emitidos e ao facto de utilizar como matéria-prima um recurso natural limitado e não renovável, pelo que se deverá reduzir ao máximo o seu consumo.



O uso contínuo de energia constitui provavelmente o maior impacte ambiental dos edifícios, pelo que deve constituir a prioridade principal. Este ponto está relacionado com muitos aspetos, que vão desde a minimização dos consumos energéticos durante a fase de construção (adotando sistemas de construção simples), até à redução dos consumos energéticos durante a fase de utilização através da utilização de fontes de energia renováveis, minimização dos consumos durante as estações de arrefecimento (Verão) e aquecimento (Inverno) e a otimização da iluminação e ventilação natural.



O consumo de água nos edifícios está diretamente relacionado com a produção de águas residuais pelo que importa assegurar uma gestão adequada deste bem precioso e cada vez mais escasso, através da introdução, por exemplo, de autoclismos com sistemas de descarga diferenciados, bases de chuveiros em detrimento de banheiras, torneiras mono comando, torneiras com temporizador e de descarga automática, entre outros.



(como pilar) Assegurar a salubridade dos edifícios.



Salvaguardando o conforto ambiental no seu interior, através da introdução e maximização da iluminação e ventilação natural, onde for possível. São de evitar os compartimentos que não possuam aberturas diretas para o exterior do edifício.



(como pilar) Maximizar a durabilidade dos edifícios.



Atualmente, projeta-se para a resistência e não para a durabilidade. Urge mudar esta situação, pois com pequenos investimentos nas fases de conceção e construção é possível ampliar bastante o ciclo de vida dos edifícios. Para tal, devem ser utilizadas tecnologias construtivas e materiais de construção que sejam duráveis, e as construções devem ser flexíveis de modo a permitirem o seu ajuste a novas utilizações. Quanto maior for o ciclo de vida de um edifício, maior vai ser o período de tempo, durante o qual, os impactes ambientais produzidos durante a fase de construção serão amortizados.



(como pilar) Planear a conservação e a manutenção dos edifícios.



Atualmente, esquece-se que após a construção, um edifício deve ser objeto de alguns investimentos periódicos que salvaguardem a sua conservação. Os edifícios possuem uma vida útil limitada e seguem um processo de envelhecimento desde a sua construção até à sua reabilitação e demolição.



Inevitavelmente, com o passar dos anos, os edifícios tendem a deteriorar-se, através das ações físicas, químicas e mecânicas a que estão submetidos, chegando a atingir um estado de degradação que não é compatível com o conforto e a segurança estrutural previstos durante a fase de projeto, podendo mesmo em casos extremos verificar-se a sua ruína total ou parcial.



Os edifícios comportam uma grande quantidade de recursos naturais e culturais que importam ser preservados, fazendo parte integrante da identidade do local onde estão implantados.



Assim, os edifícios têm que ser vistos como um recurso valioso e não como algo que se usa e se deita fora. As intervenções de manutenção e reabilitação permitem a dilatação do ciclo de vida das construções, com todas as vantagens enunciadas no ponto anterior.



(como pilar) UTILIZAR MATERIAIS ECO-EFICIENTES.



Os materiais eco eficientes, ou ecológicos são todos os materiais que durante o ciclo de vida, desde a fase de extração até à devolução ao meio ambiente, possuem um baixo impacte ambiental. São considerados materiais eco eficientes os materiais que cumpram os seguintes requisitos:



· NÃO POSSUIR QUÍMICOS NOCIVOS À CAMADA DE OZONO (como, por exemplo, CFCs e HCFCs). Deve ser evitada a utilização de espumas isolantes em que se utiliza como gases expansivos os HCFCs, como por exemplo, o poliestireno expandido

(EPS), o poliestireno expandido extrudido (XPS) e a espuma rígida de poliuretano (PUR);



· SER DURÁVEL. Como os consumos energéticos durante a fase de processamento dos materiais são elevados, um material que seja durável ou que requeira uma menor manutenção, contribui geralmente para a poupança energética. Materiais mais duráveis também contribuem para a diminuição dos problemas relacionados com a produção de resíduos sólidos;



· EXIGIR POUCAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO. Sempre que possível, devem-se escolher materiais que exigiam poucas operações de manutenção (tintas, materiais impermeabilizantes, etc.), ou aqueles cuja manutenção implique um baixo impacte ambiental;



· INCORPORAR BAIXA ENERGIA PRIMÁRIA (PEC – Primary Energy Consumption). A energia primária dos materiais resulta do somatório da energia consumida durante a extração das matérias-primas, seu transporte para as unidades de processamento e no seu processamento.



Quanto mais elaborado for o processamento maior será a energia primária. Sempre que a durabilidade dos materiais não seja comprometida e as reservas de matérias-primas o permitam, devem ser utilizados materiais com baixa energia primária, como por exemplo, a madeira;



· ESTAR DISPONÍVEL NAS PROXIMIDADES DO LOCAL DE CONSTRUÇÃO. O transporte dos materiais de construção implica custos económicos e ambientais (utilização de energia e emissão de gases poluentes). Deve-se preferir a utilização de materiais produzidos na região;



· SER ELABORADO A PARTIR DE MATÉRIAS RECICLADAS E/OU QUE POSSUAM GRANDES POTENCIALIDADES PARA VIREM A SER RECICLADAS OU REUTILIZADAS. Os materiais de construção realizados a partir de matérias recicladas participam na mitigação dos problemas relacionados com os resíduos sólidos, diminuição dos consumos energéticos na fase de transformação, e contribuem para a preservação dos recursos naturais;




(como pilar) APRESENTAR BAIXA MASSA DE CONSTRUÇÃO.



Quanto menor for a massa total do edifício menor será a quantidade de recursos naturais incorporada. Uma das soluções que pode substancialmente contribuir para uma construção mais racional será a introdução de tecnologias construtivas que permitam reduzir o peso das construções.



Esta redução pode ser conseguida através da utilização de uma solução construtiva leve na envolvente vertical dos edifícios, com elevado desempenho térmico e acústico e da utilização pontual no seu interior de materiais de elevada massa, que desempenhem conjuntamente funções estruturais e de armazenamento térmico.



A título de exemplo, o desenvolvimento de sistemas construtivos baseados numa estrutura de perfis metálicos leves (LGSF - Light Gauge Steel Framing) resultou da necessidade de se aumentar a racionalização da quantidade de matéria-prima a incorporar nas construções, consistindo numa evolução lógica dos sistemas de construção tradicional em betão armado.





(como pilar) MINIMIZAR A PRODUÇÃO DE RESÍDUOS.



Os resíduos da construção provêm das mais diversas fontes: produção dos materiais, perdas durante o seu armazenamento, transporte, construção, manutenção e demolição.



É na fase de construção que se produzem uma grande parte dos resíduos provenientes da indústria da construção.



Durante as fases de transporte e construção poder-se-á diminuir a produção de resíduos através de um correto acondicionamento e armazenagem dos materiais de construção.



A diminuição da produção de resíduos na fase de construção pode ser conseguida através da maximização da utilização de sistemas pré-fabricados, que só pode ser conseguida através da utilização dimensões padrão na fase de conceção.





(como pilar) SER ECONÓMICA.



Uma construção só pode ser sustentável se depois de integrados os princípios anteriormente enunciados se consiga compatibilizar o seu custo, os interesses do dono de obra e dos potenciais utilizadores. A construção sustentável não pode competir com a construção tradicional se o seu custo for substancialmente superior.



A análise económica de um sistema de construção deve ser efetuada durante as diversas fases do seu ciclo de vida: construção, utilização, manutenção e reabilitação, e demolição.



O aumento da produtividade durante a fase de construção, através da utilização de sistemas construtivos simples, padronizados e que exijam uma menor carga de mão-de-obra, é um aspeto a considerar com vista à racionalização económica desta fase.



Por outro lado, a diminuição do período de construção, constitui um fator económico importante pois, permite maior rapidez no retorno do investimento inicial.



Durante a fase de utilização, devem ser considerados os benefícios económicos resultantes da melhor racionalização energética, de consumo de água, e na maior durabilidade dos materiais, com a consequente redução dos custos de manutenção.



A análise económica de um sistema construtivo não fica completa se não for considerado o valor residual das construções, isto é, o valor no final da sua vida útil, que depende da possibilidade dos seus materiais e componentes virem a ser reutilizados ou reciclados. Importa aqui salientar, que o conceito de construção económica não é sinónimo de construção barata.





(como pilar) GARANTIR CONDIÇÕES DIGNAS DE HIGIENE E SEGURANÇA NOS TRABALHOS DE CONSTRUÇÃO.



Deve-se realizar uma escolha criteriosa dos materiais, produtos, sistemas construtivos e processos de construção, de modo a melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores e a potenciar a diminuição dos riscos de acidente, em cada uma das fases do ciclo de vida de uma construção.





Modular TEM …



(aço)



A construção em betão armado tem praticamente a mesma quantidade de energia incorporada que a de aço, mas é no entanto menos reciclável no final da sua vida útil.



Em geral, o aço estrutural pode ser reciclado e/ou reutilizado a 100%, podendo ser de novo utilizado como elemento estrutural, enquanto, a maior parte do betão, só pode ser reutilizada sobre uma forma degradada (por exemplo, como agregado) e só com grandes limitações pode ser reciclado outra vez para a sua função estrutural (Yeang, 2001).

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